sábado, 8 de janeiro de 2011

Código Florestal: conflito de interesses e expectativas

 Para o Ano Internacional das Florestas

O principal interesse dos colonizadores portugueses ao chegar no Brasil no século XVI foi explorar o "Pau Brasil", sendo o eixo da exploração econômica das florestas.Nas matas costeiras quase chegou a ser extinto. Inclusive o Brasil tem um histórico de dizimação da Mata Atlântica pelos novos ocupantes para construção de cidades e implantação de atividades agrícolas e pecuárias chegando a não haver mais madeira para mante o ritmo de expansão da construção e obras públicas.
"O país tem nome de árvore, tem a maior floresta ainda preservada do planeta, a Amazônia, mas já devastou uma das mais importantes reservas de biodiversidade já existente, a Mata Atlântica."            Dal Marcondes,2011.
Este cenário finalmente foi levado em consideração nesta ultima década.A aplicação de leis com um maior potencial de fiscalização e atuação fizeram com que grandes e pequenos proprietários rurais tenham seu partido diante da situação atual de nosso planeta.

Legislações como a regulamentação das Áreas de Preservação Permanente (APA)-Classificada para o uso direto dos recursos naturais, assim como as Florestas Nacionais, Reservas Extrativistas e as Reservas de Fauna, - A legislação sobre Área de Preservação Permanente (APP) - já presente no Código de 1965, mas que ainda carecia de regulamentação- A regulamentação da Reserva Legal, que estabelece uma área em cada propriedade rural que deve ser preservada, juntamente com o capítulo de Meio Ambiente da Constituição de 1988 se tornaram as principais garantias de preservação de biodiversidade florestal no País, porém somente diante de punições criminais que estas leis se aplicaram, esperamos agora que despertamos a consciência de cada produtor e proprietário.

Pedro R.A.R. Granado

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